Hoje o leito era uma cela.
Tapei a cabeça, raciocinei, e sabia...
Sabia que precisava de alma espraiada mar fora
sem desertos depressivos, sem cobardias disfarçadas.
Consegui-o olhando-me nos olhos.
Li neles que não tenho esse direito
de desistir de mim
de me perder.
A lágrima que escorregou, já a lambi
e mesmo sem te ter provado, sabe-me a ti.
Tens de saber a terra, a mar, a especiarias.
O teu corpo há-de ter o gosto almiscarado
de tudo o que é raro e exótico.
Não me importa se assim não for.
Tu és a minha flor de sal.
Quero desenhar com a boca a tua tatuagem
quero conhecer o teu íntimo mais recôndito.
Esperei-te toda a vida.
Continuo a esperar-te...